segunda-feira, setembro 19, 2005

Ah e tal...

Escolhi esta frase daquele génio (esqueço-me sempre do nome do gajo...) para titulo do meu primeiro registo porque, parecendo que não, é uma frase que não dizendo nada vai directa ao assunto e acaba por resumir tudo... e não sei quê...
Insomma, já que hoje em dia toda gente tem uma merda destas para escrever todo o tipo de merdas de que se lembram, decidi eu próprio dar o meu contributo com as minhas muito próprias barbaridades.
A todos os sonhadores que andam por ai constantemente a voar alto e a cair na dureza: este é para vocês. Não somos nós que pensamos o irreal, a realidade é que está toda fodida! A maioria não sonha e adapta-se (ou melhor sonham até se adaptarem) e o sonhador, num mundo de adaptados é um estranho. O próprio adaptado olha os seus sonhos antigos, do tempo em que ainda não se tinha consciente ou inconscientemente adaptado, como absurdos ou irreais ou, pior ainda, infantis! Não, não estive a fumar nada, quero apenas deixar o meu grito do Ipiranga (esta expressão é linda eheheh) aqui e agora: escutem a criança que vive dentro de vós e deêm ouvidos aos vossos sonhos! Ou então não, façam como entenderem (olha mais um que anda a ler livros do Paulo Coelho a mais, dirão; ou então que escreve de coisas sem nexo nenhum em vez de escrever de coisas concretas ou normais tipo politica, futebol, dia-a-dia, disciplina X, anedotas e caralhadas ou simplesmente poemas da sua propria autoria ou corte e costura naquele ou no outro: pouco me importa). Aquele abraço cósmico a todas as crianças grandes e pequenas do mundo.
Todo filosofico e tal, já ando para aqui em grandes trabalhinhos....
Voltarei mais tarde ao tema do adaptador.
That's all folks

1 Comments:

Blogger Microbioz disse...

Ah e tal, Não!... eu que sempre me considerei (e acho que ainda considero mas com algumas reticências) um verdadeiro sonhador, sinto-me a sucumbir à rotina do dia-a-dia e à "merda" toda que vou vendo por ai fora todos dias entre as pessoas. Não penso nisso de uma forma derrotista, acho que é mais conformista. Não vale a pena tentar lutar contra algo que nunca vai mudar, vale mais a pena moldarmo-nos nós e adaptarmo-nos áquilo que vai aparecendo, importante será não perdemos a nossa identidade e (como disseste) não esquecermos a criança que há em nós. O tempo vai passando e vamo-nos tornando mais pacatos ou até mesmo conformados, por muito que me custe dizer isso. Nunca devemos deixar de sonhar, mas cada vez se torna mais dificil...

20 setembro, 2005 22:41  

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