Ressaca
Sensação ligeiramente desconfortável e estranhamente incomodativa no estômago, corpo mais cansado do que o habitual apesar das mais de nove horas dormidas e um particular vazio cerebral acompanhado de uma quase natural vontade de não fazer nada, assim se tinha sentido o jovem brutus durante todo o dia. A noite anterior tinha sido daquelas, regada com um pouco de tudo e polvilhada com outro tanto da loucura juvenil do costume. Grande stickada tinha sido e mais uma vez o bruto tinha voltado para casa a conduzir, como se nada fosse. Não pode ser, pensava agora, tenho andado a fazer merda a torto e a direito. Pensava no quão pouco responsável era por vezes e em como já tinha idade para ter mais juízo do que isso, o típico remorso interior simbólico do pós-moca. Tinha sido uma noite de emoções fortes e contraditórias, ainda que, por vezes, relacionadas entre si. No final o whisky tinha começado a jorrar de todos os lados, de certa forma causa e igualmente consequência do ébrio decorrer da noite. Interessava agora colher os necessários ensinamentos da noite anterior.
Não existe nenhum assunto no mundo que mereça que nos embriaguemos, seja lá como for, para não pensar nele. Nenhuma coisa nem ninguém deve ter esse efeito em nós sob pena de a bendita embriguez deixar de ser um tão belo momento de descontracção e alegria de efeitos por vezes benéficos e até enriquecedores (expandir horizontes, elevar o olhar...) para se tornar um momento de pura destruição fìsica e psicológica, de esmagamento do ego e perda da autoestima, por vezes até com consequências ainda mais graves.
A noite anterior tinha sido uma estranha espécie de mistura das duas situações, tendo começado com a celebração do aniversário de um amigo de longa data, desculpa de primeira àgua, como se costuma dizer, mais do que válida para apanhar uma pisada daquelas e acabando a dar para o outro lado, após a intervenção da feiticeira que ultimamente andava a incendiar os dias e as noites ao nosso rapazito. Ai ai...
Epa já é tarde, vou mas é para a cama.
Não existe nenhum assunto no mundo que mereça que nos embriaguemos, seja lá como for, para não pensar nele. Nenhuma coisa nem ninguém deve ter esse efeito em nós sob pena de a bendita embriguez deixar de ser um tão belo momento de descontracção e alegria de efeitos por vezes benéficos e até enriquecedores (expandir horizontes, elevar o olhar...) para se tornar um momento de pura destruição fìsica e psicológica, de esmagamento do ego e perda da autoestima, por vezes até com consequências ainda mais graves.
A noite anterior tinha sido uma estranha espécie de mistura das duas situações, tendo começado com a celebração do aniversário de um amigo de longa data, desculpa de primeira àgua, como se costuma dizer, mais do que válida para apanhar uma pisada daquelas e acabando a dar para o outro lado, após a intervenção da feiticeira que ultimamente andava a incendiar os dias e as noites ao nosso rapazito. Ai ai...
Epa já é tarde, vou mas é para a cama.
0 Comments:
Enviar um comentário
<< Home