sábado, outubro 28, 2006

Lyon: terra de tenros

Pois é, ao fim de praticamente um mês e meio a habitar esta terra penso poder afirmar com significativo conhecimento de causa que esta merda é só tenrinhos! Tenrinhos, tenrinhos e tenrinhos. O tipo de pessoal para quem fazer festa é o mesmo que fazer sala com a pequena diferença de que se segura um copo com uma qualquer bebida alcoólica e sendo que o dito copo serve para toda a festa sem se voltar a encher... foda-se! O tipo de pessoal para quem ir sair à noite é vestir o belo do blazer branquinho empastar a carola de gel e enfiar-se num buraco cheio de homens a ouvir musica do cagalhão.
Epa claro, há excepções por isso então vou por a coisa de outra maneira: não há brutos nesta terra! Foda-se! Um gajo acaba por se habituar a toda esta tenridão mas verdade seja dita, sinto saudades de casa...

quarta-feira, outubro 25, 2006

Lyon - Résidence Benjamin Delessert - Leonardo da Vinci
































segunda-feira, outubro 09, 2006

Remoínho

Lyon, 09 de outubro. Há um tempinho que não passava por aqui para beber um chazinho e deixar um bocadinho de mim. Acho que estou cada vez menos louco e menos sonhador... e ando a enlouquecer com isso!
A verdade é que me sinto num daqueles remoínhos brutos em que por mais que tente evitar que ele me leve mais me afundo no meio do turbilhão. Trabalhinhos...
E nem adianta falar muito disso, a ùnica coisa que me parece restar é esperar que tudo corra pelo melhor.
E esta suposta grown-up life que ando a tentar levar por aqui não faz muito sentido e é dificil de suportar sem a outra metade, a peça que falta neste puzzle. Ainda por cima ando para aqui a ouvir musiquinhas de fazer chorar, "Avião sem asa, fogueira sem brasa, sou eu
assim sem vocêeeeeeeeee...".
Pieguices pá, ao que isto já chegou! Que é feito do velho e tradicional remédio da bezana-como-se-não-houvesse-amanhã-e-pedrada-até-cair-para-o-lado-e-ligar-o-piloto-automático-até-amanhã? Pois é como se não bastasse o facto de estar em Lyon esta terra que me parece completamente desprovida de brutos ou qualquer espécie afim, já me habituei ao tradicional remédio à força de dar nele todos os dias. De modo que neste momento, mamar copos e fumar parpalhos é pão nosso, é being normal e acabo por ter de recorrer a coisas novas como a Adriana Calcanhota-mos... sem grande resultado.
Bem passei o dia todo a anhar aqui na empresa, agora vou mas é para a bela da residência e só me resta esperar que esta psicose já esteja mais mansa amanhã para recuperar o atraso de hoje. "futebol sem bola, piu-piu sem frajola, sou eu assim sem vocêeeeeeeeeeeeeeeee".

quinta-feira, outubro 05, 2006

Saudade

A tal palavra que só existe em português e que trago no meu peito todos os dias como nunca antes...