P.U.T.O. - Partido Unificado dos Trabalhinhos Organizados
Já que escrevo aqui sobre vários assuntos relacionados com a minha pessoa, resolvi hoje pronunciar-me a respeito da minha orientação politica. Eu, que sou um gajo tão politicamente activo que posso afirmar em boa consciência que nunca faltei a nenhum acto eleitoral desde que tenho o meu cartão de eleitor. E posso, de resto, acrescentar como factor de prova que tenho o referido cartão desde o final de fevereiro passado e desde então ainda não houve acto eleitoral de natureza alguma. Assim sendo e como se pode verificar do que acabei de dizer sou um gajo não só politicamente activo como também correcto, coerente e esclarecido.
De todos os partidos que orbitam no promíscuo universo politico português, aquele com que mais me identifico, ainda não terá sido, por lapso, criado, mas está tão presente no dia a dia de todos nós que não posso deixar de me considerar um militante convicto e um aficcionado.
Estou a falar, claro está, do P.U.T.O., o Partido Unificado dos Trabalhinhos Organizados, que teve a sua origem no já extinto P.U.T.A. (Partido Universal dos Trabalhinhos Absurdos).
O P.U.T.A. que sempre fez tacitamente parte do panorama politico português apesar de nunca ter sido criado, acabaria por desaparecer devido aos evidentes constrangimentos linguísticos que o seu nome gerava.
Seguindo a mesma linha de pensamento mas adoptando uma perspectiva mais organizada, surgiu então o P.U.T.O. que ganhou desde logo uma dimensão considerável ao agrupar em si para além dos militantes do antigo P.U.T.A., um conjunto de jovens dissidentes que lutavam por ideais de coiso e tal e que se sentiam assim assim em relação a não se sabe bem o quê.
Foi deste ùltimo grupo, no qual me incluo eu próprio que surgiu aquele a que podemos chamar o núcleo duro do P.U.T.O., ou empregando a terminologia do próprio partido, o núcleo bruto. A este respeito importa esclarecer algumas questões: o P.U.T.O. apesar de ainda não ter sido (por lapso, já se sabe) criado possui já vários mecanismos de funcionamento interno e de organização hierárquica. Desde logo para se ser membro, militante do P.U.T.O. é necessário possuir um Certificado de Brutidão (CB) emitido pela C.H.I.C.H.A. (Companhia Histórica Internacional de Certificação Humana em termos Absurdos)que é a entidade certificadora competente nesta matéria. Condições para obtenção do Certificado de Brutidão homologado pela C.H.I.C.H.A., são entre outras, uma comprovada competência em termos de EH PUTO! (Esticar Humanamente o Presunto de forma Unificada e Totalmente Organizada) e uma elevada experiência em termos de desbravanço territorial. Para além disso, os membros do partido assumem a designação, apenas a nível interno, de brutos tornando mais fácil a sua identificação por parte dos outros membros do partido. Assim sendo e apesar de o referido partido ainda não ter sido (por lapso, claro está) criado, todos os seus membros sabem quem é quem e não será invulgar ouvi-los a saudarem-se recíprocamente com frases como "então meu puto, tá tudo bruto?", ou "como é que é bruto, tá tudo da chicha ou quê?" ou mais simplesmente "eh bruto da chicha!".
(to be continued...)
De todos os partidos que orbitam no promíscuo universo politico português, aquele com que mais me identifico, ainda não terá sido, por lapso, criado, mas está tão presente no dia a dia de todos nós que não posso deixar de me considerar um militante convicto e um aficcionado.
Estou a falar, claro está, do P.U.T.O., o Partido Unificado dos Trabalhinhos Organizados, que teve a sua origem no já extinto P.U.T.A. (Partido Universal dos Trabalhinhos Absurdos).
O P.U.T.A. que sempre fez tacitamente parte do panorama politico português apesar de nunca ter sido criado, acabaria por desaparecer devido aos evidentes constrangimentos linguísticos que o seu nome gerava.
Seguindo a mesma linha de pensamento mas adoptando uma perspectiva mais organizada, surgiu então o P.U.T.O. que ganhou desde logo uma dimensão considerável ao agrupar em si para além dos militantes do antigo P.U.T.A., um conjunto de jovens dissidentes que lutavam por ideais de coiso e tal e que se sentiam assim assim em relação a não se sabe bem o quê.
Foi deste ùltimo grupo, no qual me incluo eu próprio que surgiu aquele a que podemos chamar o núcleo duro do P.U.T.O., ou empregando a terminologia do próprio partido, o núcleo bruto. A este respeito importa esclarecer algumas questões: o P.U.T.O. apesar de ainda não ter sido (por lapso, já se sabe) criado possui já vários mecanismos de funcionamento interno e de organização hierárquica. Desde logo para se ser membro, militante do P.U.T.O. é necessário possuir um Certificado de Brutidão (CB) emitido pela C.H.I.C.H.A. (Companhia Histórica Internacional de Certificação Humana em termos Absurdos)que é a entidade certificadora competente nesta matéria. Condições para obtenção do Certificado de Brutidão homologado pela C.H.I.C.H.A., são entre outras, uma comprovada competência em termos de EH PUTO! (Esticar Humanamente o Presunto de forma Unificada e Totalmente Organizada) e uma elevada experiência em termos de desbravanço territorial. Para além disso, os membros do partido assumem a designação, apenas a nível interno, de brutos tornando mais fácil a sua identificação por parte dos outros membros do partido. Assim sendo e apesar de o referido partido ainda não ter sido (por lapso, claro está) criado, todos os seus membros sabem quem é quem e não será invulgar ouvi-los a saudarem-se recíprocamente com frases como "então meu puto, tá tudo bruto?", ou "como é que é bruto, tá tudo da chicha ou quê?" ou mais simplesmente "eh bruto da chicha!".
(to be continued...)