L'adattatore
Pois é, foi através deste nome que tomei conhecimento deste conceito, sobre o qual ja tinha pensado ainda que em termos totalmente abstractos e sem sequer pensar em dar-lhe um nome. L'adattatore ou o adaptador: existe um momento em que, nas nossas vidas, deixamos de sonhar e passamos a ser pragmáticos, "realistas", desencantados e nos adaptamos à macchina mundi... esse momento pode ser aquele tal curso superior que nunca soubemos bem como escolher, a entrada no mundo do trabalho e da competição desenfreada, o casamento; ou qualquer outro momento das nossas vidas em que sonhar passa a ser coisa de putos ou daqueles que parecem dispostos a contrariar tudo isso e a quem chamamos de maluquinhos com uma secreta inveja do facto de sentirmos neles aquela liberdade de fazer e dizer aquilo que verdadeiramente sentem. Passamos então a "encarar a realidade" e a pensar nos objectivos comuns que a sociedade "realista" imprime no nosso subconsciente desde pequenos: comprar casa, carro, ganhar muito dinheiro para poder comprar mais casas e carros, casar porque a lei "realista" manda constituir familia e o casamento é mais uma aquisição importante, ter filhos e passar-lhes os mesmos objectivos... o mais incrivel é que conseguimos ser felizes ou infelizes em função de alcançarmos em maior ou menor medida esses pseudofins!
Haverá a uma dada altura um momento em que reflectimos sobre a nossa vida: será que somos felizes? o que teria acontecido se tivessemos tirado aquele curso que sempre desejámos mas que não tinha nenhumas perspectivas de saídas profissionais? se tivéssemos sabido pedir desculpa ou perdoar aquela pessoa em vez de ser orgulhosos e deixar a amizade transformar-se em amargura? se tivéssemos dito aquela pessoa especial o quanto era importante para nós? se tivessemos experimentado ir atrás do sonho em vez de nos mantermos na segurança da certeza? Impossivel , nessa altura voltar atrás (viram "American Beauty"?) e então começam as depressões, a amargura, os prozacs ou as bebedeiras, ou as amantes, o fim daquela"realista" felicidade de plástico, a perda de sentido da vida, o desencanto...
Sou muito novo para ter todas estas aventuras mas creio ja ter estado na presença dele, do adaptador, aliás acho que vivi adaptado toda a minha vida, sobretudo desde os 15 até ao ano passado, adaptado entre outras coisas ao pessimismo e passividade das "especiarias" que inconscientemente deixei tornarem-se para mim uma necessidade. Não creio, no entanto, que seja este o mesmo adaptador de que falei acima, ainda tenho toda a vida pela frente (com todos os adaptadores que ainda me falta enfrentar) e no fundo sempre fui um sonhador acho.
A todos os que por ai andam...
Haverá a uma dada altura um momento em que reflectimos sobre a nossa vida: será que somos felizes? o que teria acontecido se tivessemos tirado aquele curso que sempre desejámos mas que não tinha nenhumas perspectivas de saídas profissionais? se tivéssemos sabido pedir desculpa ou perdoar aquela pessoa em vez de ser orgulhosos e deixar a amizade transformar-se em amargura? se tivéssemos dito aquela pessoa especial o quanto era importante para nós? se tivessemos experimentado ir atrás do sonho em vez de nos mantermos na segurança da certeza? Impossivel , nessa altura voltar atrás (viram "American Beauty"?) e então começam as depressões, a amargura, os prozacs ou as bebedeiras, ou as amantes, o fim daquela"realista" felicidade de plástico, a perda de sentido da vida, o desencanto...
Sou muito novo para ter todas estas aventuras mas creio ja ter estado na presença dele, do adaptador, aliás acho que vivi adaptado toda a minha vida, sobretudo desde os 15 até ao ano passado, adaptado entre outras coisas ao pessimismo e passividade das "especiarias" que inconscientemente deixei tornarem-se para mim uma necessidade. Não creio, no entanto, que seja este o mesmo adaptador de que falei acima, ainda tenho toda a vida pela frente (com todos os adaptadores que ainda me falta enfrentar) e no fundo sempre fui um sonhador acho.
A todos os que por ai andam...

