quinta-feira, setembro 29, 2005

L'adattatore

Pois é, foi através deste nome que tomei conhecimento deste conceito, sobre o qual ja tinha pensado ainda que em termos totalmente abstractos e sem sequer pensar em dar-lhe um nome. L'adattatore ou o adaptador: existe um momento em que, nas nossas vidas, deixamos de sonhar e passamos a ser pragmáticos, "realistas", desencantados e nos adaptamos à macchina mundi... esse momento pode ser aquele tal curso superior que nunca soubemos bem como escolher, a entrada no mundo do trabalho e da competição desenfreada, o casamento; ou qualquer outro momento das nossas vidas em que sonhar passa a ser coisa de putos ou daqueles que parecem dispostos a contrariar tudo isso e a quem chamamos de maluquinhos com uma secreta inveja do facto de sentirmos neles aquela liberdade de fazer e dizer aquilo que verdadeiramente sentem. Passamos então a "encarar a realidade" e a pensar nos objectivos comuns que a sociedade "realista" imprime no nosso subconsciente desde pequenos: comprar casa, carro, ganhar muito dinheiro para poder comprar mais casas e carros, casar porque a lei "realista" manda constituir familia e o casamento é mais uma aquisição importante, ter filhos e passar-lhes os mesmos objectivos... o mais incrivel é que conseguimos ser felizes ou infelizes em função de alcançarmos em maior ou menor medida esses pseudofins!
Haverá a uma dada altura um momento em que reflectimos sobre a nossa vida: será que somos felizes? o que teria acontecido se tivessemos tirado aquele curso que sempre desejámos mas que não tinha nenhumas perspectivas de saídas profissionais? se tivéssemos sabido pedir desculpa ou perdoar aquela pessoa em vez de ser orgulhosos e deixar a amizade transformar-se em amargura? se tivéssemos dito aquela pessoa especial o quanto era importante para nós? se tivessemos experimentado ir atrás do sonho em vez de nos mantermos na segurança da certeza? Impossivel , nessa altura voltar atrás (viram "American Beauty"?) e então começam as depressões, a amargura, os prozacs ou as bebedeiras, ou as amantes, o fim daquela"realista" felicidade de plástico, a perda de sentido da vida, o desencanto...
Sou muito novo para ter todas estas aventuras mas creio ja ter estado na presença dele, do adaptador, aliás acho que vivi adaptado toda a minha vida, sobretudo desde os 15 até ao ano passado, adaptado entre outras coisas ao pessimismo e passividade das "especiarias" que inconscientemente deixei tornarem-se para mim uma necessidade. Não creio, no entanto, que seja este o mesmo adaptador de que falei acima, ainda tenho toda a vida pela frente (com todos os adaptadores que ainda me falta enfrentar) e no fundo sempre fui um sonhador acho.
A todos os que por ai andam...

quinta-feira, setembro 22, 2005

Eszter


Di te parleró come ti ho conosciuto e nella lingua che tanto mi hai fatto imparare: ieri ho cominciato a pensare di te... com'era bella la nostra storia! Quando ci abbiamo salutato l'ultima volta ho voluto partire, troppo era il dolore delli dubbi che avevo in testa, di quelli giorni strani e pensierosi che ho passato al Balaton. Ho cercato di pensare il minimo possibile di te quando sono tornato in Italia, dopo un po sono riuscito proprio a farlo, ho quasi pensato che finalmente non rimanevo piu assurdamente distrutto con la fine di una storia e che riuscivo a vedere le cose belle anche accetando che era finita... non mi sento distrutto ma ho cominciato di pensare di te: avrei dovuto dirti come eri importante per me; come avrei fatto l'impossibile per stare con te anche se la distanza é lunga e le nostre vite complicate per qualche anno ancora; che sei stata il sogno piu bello che ho mai sognato!
Una volta mi hai detto che ero la cosa piu bella che ti era mai sucessa in vita tua, che ti avevo fatto vedere le cose in una forma diversa, spreoccupata, come se no ci fossero problemi. Mi ricordo tutto di quella sera, come se fosse oggi, dove eravamo, con chi eravamo, prima di natale, le cose che abbiamo detto... alla fine eri tu che mi facevi sentire cosi spreoccupato, insieme a te tutti i problemi del mondo avrebbero una soluzione, niente sarebbe mai cosi grave o importante mentre ti avessi vicino a me.
Ora mi sento strano, non sono nemmeno riuscito a finire questo testo tutto in una volta e sembra che non riesco a trovare le parole giuste. Comunque ho bisogno di scrivere, magari riusciró a dormire se scrivo quello che non ti ho detto. Che stronzzo sono stato! Che stupida paura, o no lo so cosa, di dire tutto questo a te che sentivo come un'altra parte di me stesso.
Ieri ho provato a chiudere gli occhi e immaginare la tua faccia, che conoscevo cosi bene in ogni contorno... non mi è venuta nessun'immagine. Anche se tutti giorni guardo la tua foto sopra il mio letto, insieme a tante altre di momenti belli che ho avuto in passato. No lo so nemmeno se ti rivedró qualche giorno, spero veramente di si e lo so che cercherai di visitarmi quando puoi come mi hai scritto qualche settimana fa. E sai cosa? Ho paura di come sarà, di come saranno cambiate le nostre vite, di come ci guarderemmo in una forma diversa. Certo, sarai sempre speciale per me, come lo so che saró anch'io sempre per te. La verità è che la nostra storia è rimasta a Firenze, insieme alle parti che di noi abbiamo lasciato li e quella parte di me, penso, ti amerá per sempre. A sempre principessa! Nagyon szèretlek, kiscicàm...

segunda-feira, setembro 19, 2005

Firenze


Un anno con te, un mese a Portogallo... mi manchi! Mi hai spaventato all'inizio, mi hai fatto paura e sei stata cosi difficile di capire quando ero appena arrivato. Ora che sono tornato, la normalità di casa, della gente, dell'università, di Lisbona, non mi sembra piu cosi normale.
Troppo bella era questa tappa in vita mia! Ci ne saranno altre siccuramente ma tu bella, rimani nel mio cuore per sempre, sei troppo bella, sei stata la prima, mi hai cambiato e ti sono grato. Come l'ho imparato nel mio sempre caro e altrotanto indimenticabile nº59 di via Giovan Filippo Mariti: "é solo il ricordo permanente di un sogno ricorrente, vissuto nel futuro in un momento presente..."
Ci vediamo, a presto.

Ah e tal...

Escolhi esta frase daquele génio (esqueço-me sempre do nome do gajo...) para titulo do meu primeiro registo porque, parecendo que não, é uma frase que não dizendo nada vai directa ao assunto e acaba por resumir tudo... e não sei quê...
Insomma, já que hoje em dia toda gente tem uma merda destas para escrever todo o tipo de merdas de que se lembram, decidi eu próprio dar o meu contributo com as minhas muito próprias barbaridades.
A todos os sonhadores que andam por ai constantemente a voar alto e a cair na dureza: este é para vocês. Não somos nós que pensamos o irreal, a realidade é que está toda fodida! A maioria não sonha e adapta-se (ou melhor sonham até se adaptarem) e o sonhador, num mundo de adaptados é um estranho. O próprio adaptado olha os seus sonhos antigos, do tempo em que ainda não se tinha consciente ou inconscientemente adaptado, como absurdos ou irreais ou, pior ainda, infantis! Não, não estive a fumar nada, quero apenas deixar o meu grito do Ipiranga (esta expressão é linda eheheh) aqui e agora: escutem a criança que vive dentro de vós e deêm ouvidos aos vossos sonhos! Ou então não, façam como entenderem (olha mais um que anda a ler livros do Paulo Coelho a mais, dirão; ou então que escreve de coisas sem nexo nenhum em vez de escrever de coisas concretas ou normais tipo politica, futebol, dia-a-dia, disciplina X, anedotas e caralhadas ou simplesmente poemas da sua propria autoria ou corte e costura naquele ou no outro: pouco me importa). Aquele abraço cósmico a todas as crianças grandes e pequenas do mundo.
Todo filosofico e tal, já ando para aqui em grandes trabalhinhos....
Voltarei mais tarde ao tema do adaptador.
That's all folks