Pois é, passa-se isto assim assim... na verdade sinto-me um bocado estranho e não penso que seja das noites mal dormidas que andei a acumular toda a semana. Ultimamente comecei a pensar no meu regresso a Portugal daqui a 2 semanas e no conjunto de sensações contraditórias que isso me desperta... como nas 2 semanas que antecederam a minha vinda para aqui. Por um lado e penso que seja mesmo o mais importante, vai ser óptimo regressar para junto da minha pecinha, como da mesma forma antes de vir para aqui me perturbava a separação; por outro lado, sinto que vou deixar aqui amigos, e vai de certa forma custar-me ir embora, deixar o meu quarto na residência que foi a minha casa durante estes três meses, deixar esta cidade com a qual acabei por desenvolver laços de familiariedade. Nas 2 semanas antes de vir para cá pensei várias vezes em como esta seria uma oportunidade a não perder, sob pena de me vir a arrepender mais tarde, quando já não pudesse fazer nada quanto ao assunto. Mesmo sabendo o quanto me ia custar estar longe da minha fofinha e estando consciente das consequências que isso poderia vir a ter no nosso relacionamento.
Pois é, olhando neste momento para todos os aspectos penso ter aprendido bastante com tudo isto e muito para além da 3ª lingua estrangeira ou da bem sucedida experiência profissional: sobre as pessoas, sobre as situações e múltiplas formas possíveis de as enfrentar, sobre a vida em geral, mas sobretudo sobre o que é mesmo importante, saber aquilo que quero. Ficar com a a pecinha que encaixa em mim, voltar a ser um puzzle completo novamente e levar isso até às ùltimas consequências, dê lá por onde der. Sem medos. Trabalhar porque é preciso, de preferência em algo que me satisfaça, até poder dar o passo seguinte e tornar-me um dia o meu próprio chefe. Ser feliz. Esta ùltima uma frase simples e que no entanto me soa um tanto ou quanto plástica, como o célebre "world peace" das concorrentes a miss mundo... mas é mesmo isso.
Pois é, talvez seja o peso dos 26 a abater-se repentinamente sobre mim eheheheh. Nunca vou esquecer a surpresa que me fizeram no dia do meu aniversário, completamente inesperada, que me emocionou ao ponto de ganhar aquele brilho nos olhos, quase a dar para a lágrima no canto do olho. Inesquecível.
Inesquecível toda esta experiência, mais uma. Inesquecível o quanto gosto da minha outra metade. Inesquecível a merda de música de canto de igreja que ouve o bacano do escritório ao lado do meu e a vontade que me dá de fazer cenas violentas, tipo sair para a rua com uma faca de cozinha aos gritos e esquartejar velhinhas, quando a oiço. Lol, vou mas é trabalhar...